Presidente do SINDIPROM destaca o “Novo Papel” dos sindicatos patronais.

No artigo a seguir: “O NOVO CENÁRIO ECONÔMICO E O PAPEL DAS ENTIDADES SETORIAIS”, o Presidente do SINDIPROM, filiado à FESESP, Jorge A. Souza, enfatiza a importância da adaptação das entidades de classe às necessidades e desafios destes novos tempos.
Srs. dirigentes sindicais: Vale a pena refletir sobre isto!

Em um mundo cada vez mais digitalizado e com um novo cenário econômico, entidades de classe representativas dos setores produtivos precisam urgente de mudanças conceituais.
As respostas aos problemas e as soluções a serem aplicadas precisam ser ágeis, pois velocidade será o desafio mais importante neste momento de transformação.
Estamos envolvidos em um mega tsunami de disruptura, e vale lembrar que a maioria das nossas entidades setoriais são analógicas e não podem continuar sendo geridas dessa forma, habituadas ao assistencialismo estabelecido a partir da criação da República Sindicalista do período Vargas e que, hoje, não acompanham as necessidades de seus filiados.
A digitalização exige mudança de postura, tarefa esta que precisa ser assumida por todos dentro da organização e comandada por um dirigente com autonomia para alcançar a otimização dos resultados.
Não existe meio termo, e nem como delegar esta tarefa. A eliminação da contribuição sindical obrigatória colocou na berlinda milhares de entidades sindicais, que por si não têm a capacidade de gerar recursos para a sua subsistência e nem portanto, para sua transformação para um novo modelo digital.
Este novo momento está levando os gestores e associados a uma grande reflexão: possuir uma sede majestosa e ativos fixos deixou de ser um grande diferencial, tornando tais estruturas dispensáveis.
Da mesma forma, coloca um dilema e chama a sua base setorial e seus associados à responsabilidade para esta transformação do físico para o digital, com uma base sólida de sustentação e onde todos estão sendo conclamados a contribuir de forma responsável do ponto de vista econômico e social, dando também sua contribuição pessoal com trabalho e participação.
Participar ativamente e fortalecer a sua entidade é um dever de todos, contribuindo para a sua manutenção e custos. Tais entidades precisam ser geridas como um condomínio, onde todos os seus condôminos contribuem de forma equilibrada, cada um com a dimensão da sua unidade e contribuir para enfrentar os desafios estabelecidos pelo novo governo.
A função da entidade não é e nunca será ter uma atividade econômica como fator de sobrevivência, mas trabalhar em benefício dos associados que contribuem para a sua existência, sem subverter a ordem de sua finalidade social.
Caso a entidade assuma função econômica é melhor e mais ético ser transformada em uma S/A e contribuir com as mesmas regras de mercado, se não o fazem.
Neste momento a sua entidade assume uma importância ainda mais relevante, pelas idéias e contribuições com esta transformação, tornando o nossa terra e nosso povo uma nação, onde o respeito à propriedade, dignidade e cidadania falam mais alto.
O setor de Feiras, Congressos e Eventos e seus agentes precisam ser respeitados, valorizados e admirados pelos relevantes serviços que prestam à nação, levando esperança e desenvolvimento a todos os setores econômicos. Faça parte deste novo momento com ética e dignidade, seja agente de construção do Brasil do presente, aproveite esta oportunidade e deixe o seu legado.
Avante Brasil!
JORGE ALVES DE SOUZA PRESIDENTE DO SINDIPROM-SP

Informativo Janeiro 2019
http://www.sindiprom.org.br/download/Jornal_SINDIPROM_Jan.Fev_..Mar-19_.pdf

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